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sábado, 11 de setembro de 2010

Promovendo Mudanças em sua Vida.

Era uma vez, numa terra distante, um sábio chinês e seu discípulo. Certos dias, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre. Ao se aproximarem, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada. Naquela área desolada, sem plantações nem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:


- Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem?

- O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento - disse o chefe da família. - Ela nos dá leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.

O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:

- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.

O discípulo não acreditou.

- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!

O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:

- Vá lá e empurre a vaca no precipício.

Indignado, porém resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e a empurrou. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.

Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a famí¬lia, ajudá-la, pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira. Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos, comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então, do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá há alguns anos.

- Claro que sei. Você está olhando para ela - disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.

Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que se tornaram adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:

- Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?

O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:

- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.

Pois é amigos, quantos de nós ainda sabe quais são nossas habilidades porque estamos acomodados com o status quo? E não fazemos o que gostamos o que nos dá prazer, porque não queremos mudar, temos medo da mudança.

No filme Amor sem Escalas, George Clooney tem como função além de dar palestras motivacionais, demitir funcionários, oferecendo-lhe um plano de recolocação, é claro que ninguém acha uma boa ser demitido, mesmo com um programa de benefícios que envolve até recolocação, todos reclamam, a questão principal é como lidar isso com os filhos e esposa, já que seu padrão de vida deverá ser reduzido.

Um caso me chamou a atenção, um senhor estava quase chorando, dizendo porque seus filhos teriam de trocar de escola, mas o que me chamou a atenção é que no currículo do demitido, Ryan Bingham (George Clooney) percebe que ele fez curso de culinária e trabalhou em restaurantes finos.

Ele pergunta porque mudou de emprego recebe como resposta US$90.000,00 anuais e plano de saúde, Clooney pergunta se ele esta feliz, a pessoa diz sim, pois pode dar conforto para a família, Clooney insiste, e o funcionário abre o jogo, ele gosta de trabalhar em restaurante e gostaria de ter o seu, mas como o ganho era bom... A demissão deste funcionário foi a vaquinha da família em questão. Não sabemos que deu certo ou não, mas pelo semblante do homem, as chances de sucesso são grandes.

Outra cena foi a funcionária que descreveu uma ponte próxima a sua casa, de onde ela iria pular dela, pois iria se matar. Neste caso, ela não via um mundo sem sua vaquinha.

Como você lida com a mudança é fundamental. No primeiro momento ela é difícil, pois exige que você altere seu modus operandi, e normalmente você não quer mudar, pois quem tem de mudar são os outros, afinal, você faz tudo direito. A família mudou e teve sucesso.

Não precisamos esperar que a mudança seja gerada por terceiros, nós podemos e devemos gerar mudanças constantes em nossas vidas, não precisa ser mudanças grandes, para treinarmos podemos começar com pequenas mudanças, como por exemplo o caminho que fazemos até a padaria, se você perceber verá que sempre faz o mesmo caminho, ou por ser mais perto, mas prático ou costume.

Vamos identificar qual é nossa vaquinha, empurrá-la  no abismo, desenvolver nossas habilidades e viver melhor.

Abraços a todos.

José Antonio Gagliardi.

2 comentários:

TEIA disse...

Olá José.
Como sempre seu texto é muito bom.
Vou identificar minha vaquinha e dar fim nela!!! rsrs
Realmente nos acostumamos com nosso padrão de vida mesmo que precário e temos medo de mudar ,pensamos que mudando pode ficar pior ,mas esquecemos que as chances de ficar "melhor" são as mesmas !!!
Até mais.

Júlio César disse...

Nós blogueiros sempre estamos gerando mudanças...não é mesmo JGaliardi. Passei por aqui para uma olhadela em seu blog. Parabéns. AT+