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domingo, 15 de agosto de 2010

O Suor do seu Trabalho.


É incrível o número de pessoas que reclamam de ter de trabalhar, por que será que isso ocorre? Algumas correntes dizem que o trabalho é um sacrifício e tudo começou quando após cometerem o pecado, Adão e Eva foram expulsos do Paraíso, onde pela definição da palavra era tudo uma beleza, não se trabalhava e tinha-se tudo à disposição.
Deus ao expulsá-los, disse: “No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes á terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó, e em pó te tornarás”. Gênesis 3 -19. E por isso dizem que se quisermos o pão de cada dia em nossa mesa teremos que trabalhar todos os dias até a nossa morte.
É por isso que dizem que o trabalho é um castigo, como no Paraíso não havia a necessidade de trabalhar, o castigo por pecar foi ter de trabalhar até voltarmos a ser pó, ou seja, até o fim de nossa vida.
Mas também em Matheus 6:26,31,33, temos  “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”
Vejam, amigos, Deus pode ter nos castigado, mas não nos abandonou, é como fazemos com nossos filhos, ou faríamos se o tivéssemos, suspendemos o passeio no Shopping se ele tirar notas baixas, mas não o impedimos de se divertir com outras coisas.
Em Matheus esta claro, pelo menos para mim, que se buscarmos o reino de Deus, e sua justiça, todas as coisas serão acrescentadas, isso talvez explique porque pessoas que trabalham com alegria, presteza e boa vontade costumam “ter sorte”, e as pessoas amarguradas, que reclamam, não colaboram acham que trabalhar é um esforço e até um castigo mesmo ganhando salários iguais.
Sim porque uma pessoa que ajuda os companheiros de trabalho é dedicada, não esta querendo prejudicar, atropelar, brigar, e nem “passar por cima”, etc., mesmo não sendo religiosa pelo ponto de vista de Deus, esta sendo justa e, portanto merecedora das coisas, conforme descrito em Matheus.
Então amigos, o segredo parece ser simples, independente de seu cargo ou posição no organograma, o respeito ás pessoas, trabalhar com dignidade, ser prestativo, ajudar o próximo é fator fundamental para o sucesso não só profissional, como na vida pessoal e espiritural.
E acredito que não é difícil trabalhar com alegria, é claro que tem momentos que ficaremos tensos e nervosos, problemas acontecem quando a gente menos espera, mas temos de superá-los e não lamentá-los, ao invés de chorarmos o leite derramado, temos é que limpar e encher o copo novamente.
Então não vamos encarar nosso trabalho como um sacrifício, algo sofrido, afinal, passamos 1/3 do nosso tempo trabalhando, e ele não é um castigo de Deus, e sim uma dádiva, afinal, quantos amigos fazemos no trabalho? E quantas famílias se formaram a partir do trabalho?
Um abraço a todos e obrigado pelas visitas e divulgações.
José Antonio Gagliardi.
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Politica se discute sim.

Ola amigos, algumas pessoas dizem que política e religião não se discute. Eu concordo com religião, até porque as principais religiões derivam do mesmo Deus, mas política deve ser discutida sim.

Nós como bons brasileiros passamos horas discutindo um lance polêmico de um jogo no final de semana, tem lances que já ocorreram há anos e até hoje são discutidos e o que muda na nossa vida? Absolutamente nada.

E novelas então? Quem matou quem? Quem traiu quem? Lemos na internet os próximos capítulos e depois assistimos na TV, confirmando o que lemos, mas mesmo assim não deixamos de discutir sobre os acontecimentos.

Não estou dizendo que não devamos fazer isso, quem me conhece pode ter estranhado os dois primeiros parágrafos, já que sou um palpiteiro de primeira, o problema é que não discutimos política com a mesma força e intensidade que discutimos sobre futebol e novelas.

Tanto futebol quanto novelas não influenciam nossas vidas, tá certo que quando o Palmeiras perdeu eu fico bem chateado, mas política tem uma influência muito forte em nossas vidas, e não nos damos conta disso.

Muitas pessoas não votam nas pessoas, não em partidos ou programas de governo, ou porque o candidato é amigo, ou por indicação de um amigo, porque é legal, ou seja, por inúmeras razões votamos na pessoa, e não no programa de governo que esta pessoa pretende executar, e isso em todos os cargos, desde Presidente da República, Senadores, Deputados Federal e Estadual, Governador, Prefeito e Vereadores.

O mandato de um Senador é de 8 anos, e ai vale a pergunta, quem se lembra em quais candidatos a senado votou há em 2002? Infelizmente você amigo leitor, não é o único.

Nós sempre reclamamos da classe política, vivemos dizendo que são corruptos, aproveitadores, etc. os escândalos na TV toda semana comprovam o que dizemos, e isso sim discutimos, mas na hora do voto o que fazemos para mudar a situação?

Já há algum tempo bem próximo da eleição circula um e-mail sobre o voto em branco/nulo, se todos votarmos em branco/nulo, haverá necessidade de outra eleição com novos candidatos, isso não é verdade, veja o que diz o Código Eleitoral sobre nulidade da eleição, e não votos nulos no artigo 224.

Então amigos, vamos discutir política sim, vamos nos interessar pelos projetos de nossos candidatos, eles prometem muito, mas cada partido tem um programa de governo que usará como base para governar.

Vamos analisar pelo menos as propostas que nos interessam, no meu caso, Segurança Pública, Educação, Saúde, Previdência, Geração de Empregos, Investimentos em Infraestrutura, o que esta sendo proposto é realizável?

É como a pessoa que quer parar de fumar, ela fuma atualmente 20 cigarros por dia, ela faz um plano de fumar 1 cigarro/dia a menos por semana, logo dentro de 20 semanas ela irá parar de fumar.

É um bom plano, mas é realizável? Não, os fatores que a levam a fumar estão sendo combatidos? Não, então infelizmente apesar de ser um bom plano, ele não é realizável, e é isso o que acontece com nossos políticos, montam planos bonitos, mas que não são exequíveis, e ai ficamos reclamando.

Então amigos, vamos procurar saber quais os planos de nossos candidatos, vamos analisá-los e debatê-los com nossos amigos ver a viabilidade e se estamos de acordo com o que esta sendo proposto, e assim escolher melhor nossos governantes, e deixarmos de somente reclamar e criticar os políticos.

Vamos continuar a fazer a coisas do mesmo jeito e esperando resultados diferentes?

José Antonio Gagliardi

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

20 anos de Estatuto da Criança e do Adolescente



O ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente completou 20 anos e em minha opinião não há nada o que comemorar. Muita gente no Brasil acha que só por ter uma lei, ou no caso um estatuto, os problemas estão resolvidos.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, já começou errado pela escolha de seu acrônimo, ECA, a Tia Maricota do primário me ensinou que ECA é uma interjeição de nojo. Logo a escolha deste acrônimo não foi de bom tom. Talvez se tivessem utilizado ECRIA, poderíamos escrever assim E_CRIA, daria até a conotação de criação, porque é disto que se prega no Estatuto.
Melhores condições para as crianças e adolescentes, uma criação com direito à saúde, escola, alimento, moradia, respeito aos direitos humanos dos jovens e adolescentes.
Os principais fatores que hoje estão sendo comemorados são a redução da mortalidade infantil em 58%, a redução da gravidez na adolescência entre (10 e 19 anos) caiu 22,4% entre 2005 e 2009, retiradas de cerca de cinco milhões de crianças de postos de trabalho, aumento do número de crianças na escola, aumento do tempo de estudo.
Em seu capitulo I “Do Direito à Vida e à Saúde”, não trata da prevenção da gravidez na adolescência, logo, a redução da gravidez, se deve mais á conscientização dos métodos contraceptivos divulgados e incentivados pelo Executivo (Federal, Estadual e Municipal), ou alguém acha que o sexo na adolescência esta diminuindo em função do Estatuto?
Hoje não é difícil para um adolescente de qualquer classe social obter preservativos e anticoncepcionais em postos de saúde.
Redução da mortalidade infantil também esta por traz políticas públicas de melhorias nas condições de saúde onde não apenas na infâncias mas, ainda bem, em todas as idades houve redução da mortalidade, tanto que a tábua atuarial que em 2000 a expectativa de vida era de 69,1 anos para homens e 76,7 anos para mulheres passou para 81,9 anos e 87,2 anos respectivamente.
Apesar do Capítulo IV do Estatuto discorrer sobre “Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer” o aumento da escolaridade deve-se principalmente aos benefícios do Bolsa Família e demais programas estaduais e municipais, como fornecimento de Leite, reforço da merenda escolar, o que faz com que a família mantenha a criança na escola para além de garantir sua porção de leite diária, a criança almoça e em alguns lugares também janta, sobrando mais comida em casa.
A retirada das crianças do trabalho foi uma boa medida, mas as crianças não trabalhavam porque queriam, e sim porque a família necessita de mais renda, não basta apenas tirar a criança do trabalho, mas dar condições para que a família tenha como se manter, porque muitas vezes a criança migra de emprego, passa a ser pedinte.
Não estou dizendo que a criança deva trabalhar, até porque muitos destes trabalhos nos confins deste Brasil é trabalho escravo, em condições sub-humanas. Ela tem de estudar, brincar para se desenvolver.
Não sou contra a ECA e iniciativas deste gênero como o Estatuto do Idoso e do Torcedor, apenas não se deve achar que estamos em Utopilandia e que basta criar algumas regras que os problemas são resolvidos.
Quantas ONGS existem para cuidar de crianças? E por que nas grandes cidades vemos tantas crianças em semáforos vendendo balas, doces, fazendo malabarismos e até mesmo mendigando? Os seus direitos estão sendo preservados e respeitados?

José Antonio Gagliardi

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